Durante séculos, a mulher foi privada do orgasmo por ele não estar vinculado à procriação. Só mais tarde o orgasmo feminino passou a ser admitido. As mulheres que atingiam o orgasmo sem o amor correspondente por um homem eram vistas como prostitutas, ninfomaníacas, ordinárias.
 
Muitas mulheres acreditam que compete aos homens orientá-las com relação à sua iniciação sexual e se frustram quando percebem que o homem pouco ou quase nada sabe a respeito do corpo feminino ou de como conseguir levá-la até uma situação de prazer e de orgasmo. Mesmo a descoberta da sexualidade através da masturbação é frustrante, limitada, tênue, empobrecida, rápida, ansiosa...
 
As mulheres, tanto quanto os homens, pouco ou nada sabem sobre os ciclos de respostas sexuais e suas manifestações sobre o corpo e o psiquismo. Nem mesmo conseguem reconhecer a sua anatomia e os pontos de prazer.
 
Em todos esses anos lidando com o Tantra, verifiquei que muitas mulheres sequer olham para a sua vagina num espelho, para explorar com movimentos conscientes e intencionais as partes capazes de produzir resultados excitatórios eficientes, como as glândulas de Bartholin e de Skene, por exemplo, localizadas nas laterais dos lábios internos, responsáveis pela lubrificação da entrada da vagina.
 
Os filmes pornográficos, usual fonte de conteúdo para grande número de mulheres, também são utilizados como uma tentativa de aprendizagem a respeito das condições sexuais ideais para se encontrar o prazer e o orgasmo. Muitas não percebem que aquelas imagens e situações são absurdamente impróprias para a realidade das relações, não suprindo a necessidade humana atrelada ao desejo sexual, de afeição, respeito e dignidade.
 
Ali, as mulheres são ofendidas, ultrajadas, difamadas e violentadas de todas as maneiras. As penetrações são vulgarizadas e em nenhum momento, o homem é orientado ou ensinado a tratar adequadamente o corpo feminino de forma a levá-la para situações reais de prazer e de orgasmo. As pessoas não percebem que as cenas ali construídas são falsas e atendem apenas aos interesses do mercado por produtos de consumo rápido.
 
A forma como o sexo é desenvolvido no meio social não permite incluir o afeto, o olhar, o cheiro, a sensualidade, o contato físico de pele sem a penetração dos genitais. Pelo contrário, homens e mulheres acreditam que sexo é penetração, conjunção dos genitais e ejaculação. Sem esses fatores, parece que o sexo não acontece.
 
Para o Tantra, o afeto, o cuidado, o respeito mútuo, a atenção, a dedicação, o olhar, todos os sentidos físicos, estão integrados como uma forma de se fugir da influência primitiva, instintiva e animal que se apropria da energia sexual.
 
Aprendemos que é possível compartilhar essa energia com muito mais intensidade, se usarmos os componentes afetivos e os sentidos, para promover estados alterados de percepção e de consciência, potencializando as experiências de orgasmo, de prazer e de êxtase.
 
No sexo primitivo, o homem usa a ejaculação como uma forma de alívio de tensão e relaxamento. Por isso, o homem experimenta a perda da vitalidade após o ato sexual, sentindo-se cansado e desvitalizado. A mulher, por sua vez, experimenta frustração pela desvitalização do homem e pela falta de sintonia nas ações. Ela se sente em segundo plano ou inferiorizada com relação ao orgasmo e ao prazer. A consequência é desastrosa para as relações, trazendo repercussões para o equilíbrio e o bem estar físico, emocional e espiritual das mulheres.
 
No Tantra, a mulher aprende a afetividade, o compartilhar, dar e também receber adequadamente, aprende a evoluir para outros limites além da compulsão obcecada e perversa pela penetração.
 
Nosso objetivo no Centro Metamorfose é ensinar às mulheres algumas das metodologias aplicadas pelo Tantra para mobilizar a energia para cima e não para as pernas - como é comum e habitual no sexo convencional. Elevando a energia, a mulher experimenta maior vitalidade e é capaz de sustentar o potencial de prazer e de orgasmo por mais tempo. O trabalho de elevação energética proporciona maior criatividade e interação com outros aspectos relacionados à sexualidade tântrica como uma forma de acessar novas condições inerentes à espécie humana, de transcendência e estados alterados de percepção e de consciência.
Este é o aspecto espiritual do Caminho Tântrico, o Caminho do Amor.
 
Nosso trabalho é dedicado às mulheres que realmente se interessem por um aprendizado e um aperfeiçoamento do uso e mobilidade de sua energia sexual, aprendendo a vitalizar-se e a elevar a energia, sustentando-a por muito mais tempo do que o convencional. Isso só é alcançado quando a pessoa se coloca numa posição passiva, receptiva e perceptiva em relação ao Método Deva Nishok.
 
Mesmo os nossos Grupos de Tantra não possuem objetivos sexuais, tão comuns na maioria dos Grupos de Tantra. Eu mesmo, no meu desenvolvimento, já participei de um grande número de trabalhos ligados ao Tantra. O problema é que investi o meu dinheiro com o objetivo de aprender algo que pudesse me ajudar e o que encontrei foram encontros de sexo liberado, praticados por pessoas que não tinham nenhuma aptidão especial ou pudessem enriquecer o meu pobre acervo de opções ligadas à esfera sexual. Pelo contrário, eram pessoas inexperientes que também estavam ali com o intuito de aprender práticas de elevação e sustentação da energia.
 
Em minha busca pessoal, pratiquei inúmeros processos que não satisfizeram as minhas necessidades, fiz formação em Samkhya Yoga, participei de trabalhos Taoístas, Budistas, fiz Kundalini Yoga, participei de grupos com a visão do NeoTantra, conheci grupos orgíacos. Nada disso me satisfez, apenas joguei o meu dinheiro fora. Tudo isso serviu para estabelecer os critérios daquilo que eu não quero fazer. Até que finalmente estabeleci uma linha de trabalho altamente qualificada e resolutiva, que auxilia o ser humano a encontrar as respostas que lhe dão satisfação e proporcionam prazer e auto-realização.
 
No Centro Metamorfose, o feedback que as mulheres nos dão logo após as sessões é o de que experimentaram novos potenciais da energia corporal, novas sensações, nunca antes sentidas com tal profundidade e clareza, mudanças de valores e concepções relativas ao prazer, ao orgasmo e ao potencial elétrico do corpo e da relação orgástica com essa energia.
 
Já tivemos o privilégio de atender senhoras de diferentes idades, inclusive com 80 anos, presenteadas pelas filhas, para que pudessem experimentar a incrível e transcendente experiência do Hiperorgasmo. Atendemos inúmeras mulheres que tiveram, de forma terapêutica, o primeiro orgasmo de suas vidas.